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A QUIMBANDA & O PANDEMONIUM BRASILEIRO

O pandemonium eurasiano, caracterizado pela miscigenação cultural e espiritual resultante das trocas entre civilizações da Eurásia, encontra um paralelo no pandemonium brasileiro através da Quimbanda. No Brasil, a Quimbanda se formou como um caldeirão espiritual que mescla influências africanas, europeias e indígenas, incorporando elementos do folclore local, mitologias africanas e demonologia europeia, como a do Grimorium Verum. Assim como no pandemonium eurasiano, onde diferentes tradições espirituais coexistiam e se mesclavam, a Quimbanda no Brasil se tornou uma tradição sincrética, criando um Cosmos povoado por diabos, Exus e Pombagiras, que são reinterpretados a partir de influências de várias culturas. Isso reflete a dinâmica global de intercâmbio espiritual e a adaptação local que caracteriza ambas as manifestações do pandemonium.

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A DIMENSÃO MAIS PROFUNDA DO SACRIFÍCIO

O sacrifício é um ofício hierático que insere a alma na demiurgia do Cosmos. Essa inserção está conectada diretamente a deificação da alma que, gradualmente recebe dos deuses, os Gangas da Quimbanda, sua força e luminosidade. O sacrifício é uma troca de vida: a vida é oferendada aos deuses em seus altares porque eles oferendaram a sua divindade por nós ao serem corporificados na matéria.

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QUIMBANDA, SACRIFÍCIO & TRANSMISSÃO

Sendo o sacrifício a ferramenta mágico-religiosa par excellence para a comunicação e reverência aos deuses, uma das principais funções soteriológicas e, portanto, purificatórias e revitalizantes do sacrifício nas crenças religiosas do Mundo Antigo, foi o consumo da carne dos animais imolados. Assim como os magos e teurgos (sacerdotes dos deuses), os feiticeiros (sacerdotes dos deuses ancestrais) do Mundo Antigo faziam, os kimbandas no Brasil também reverenciam seus deuses compartilhando com eles a carne dos animais abatidos no sacrifício.

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